sexta-feira, março 24, 2006
Lágrimas Escondidas

Porque choras simplicidade?
Será que escondes tristeza?
Não dizes nada... Não falas...
Apenas responde tua beleza.
Diz a leveza desta flor:
"Isto que guardo não são lágrimas.
Eu não estou a chorar.
É a manhã que me traz gotas
Para que o sol me faça cintilar".
Ângela Febra
Estas são as palavras sentidas de uma filha que perdeu o pai.
Será justo para uma criança que ainda tem pai, e portanto filha, não o poder sequer contactar mesmo apesar de tanto o desejar?
Participe. Discuta o tema. Encontremos soluções em conjunto.
Hoje sou eu... amanhã pode ser você.
Mas para não se arrepender amanhã... faça-o hoje!
Fotografia e Poema:
(c) 2006 Ângela Febra. Usados sob permissão. Consulte a composição original na sua galeria.
terça-feira, março 21, 2006
A Primavera
“Era uma vez uma estação que estava sozinha. Era triste ver que uma estação estava a chorar.
De repente chegou o Verão. Ele disse: “Ai que calor”. A Primavera achou graça.
Houve um dia que o Verão não tinha amigos. Foi-se embora o Inverno e o Outono.
Chegou a Primavera a perguntar onde é que foram os amigos dele. Ele disse que foram embora e deixaram o Verão.
A Primavera disse que podia ser amiga do Verão. E o Verão disse, então vamos ser amigos. E foram amigos para sempre".
Este texto foi escrito numa escola há alguns anos atrás, no dia 21 de Março, para comemorar a entrada na Primavera. Esteve um dia de sol no local onde foi escrito, por uma criança que tinha então 7 anos de idade.
Estaria feliz?
Fotografia:
(c) 2006 Ricardo Cardoso. Usada sob permissão. Consulte a composição original na sua galeria.
domingo, março 19, 2006
You'll Be In My Heart
O filme "Tarzan" da história original, foi o primeiro filme que comprei e vi no meu leitor de video, em 1989. Bem antes de nasceres. Não sabias...Mas a música “You’ll be in my heart” – “Estarás no meu coração”, interpretada pelo Phil Collins, que aqui exponho, é da banda sonora original de outra versão de "Tarzan": a da Disney. Aquele filme de animação que vimos no cinema, no Natal de 1998, de visita aos avós paternos. Mal eu sabia, então, o quanto sentiríamos um dia todo este filme...
Foi um dos primeiros que te ofereci em DVD. Viste-o, adoraste-o e sentiste-o, muitas vezes.
Comigo.
Recordo-me das nossas lágrimas partilhadas... Ao vê-lo, ouvi-lo... e senti-lo.
Revivo agora esses momentos através da música e das suas palavras, que com todos partilho:
| Português (traduzido) | Inglês (original) |
| Vá, não chores mais. | Come, stop your crying. |
| Estará tudo bem. | It will be all right. |
| Toma a minha mão. | Just take my hand. |
| Segura-a bem. | Hold it tight. |
| . . . | . . . |
| Proteger-te-ei | I will protect you. |
| De tudo à tua volta. | From all around you. |
| Estarei aqui. | I will be here. |
| Não chores. | Don’t you cry. |
| . . . | . . . |
| Para alguém tão pequeno | For one so small |
| Pareces tão forte. | You seem so strong. |
| Meus braços abraçar-te-ão, | My arms will hold you, |
| Manter-te-ão seguro e quente. | Keep you safe and warm. |
| Os laços que nos unem | This bond between us. |
| Não podem ser quebrados. | Can’t be broken. |
| Estarei aqui. | I will be here. |
| Não chores. | Don’t you cry. |
| . . . | . . . |
| Porque estarás no meu coração. | ‘Cause you’ll be in my heart. |
| Sim, estarás no meu coração. | Yes, you’ll be in my heart. |
| A partir deste dia. | From this day on. |
| Agora e para sempre. | Now and forever more. |
| . . . | . . . |
| Estarás no meu coração. | You’ll be in my heart. |
| Digam o que disserem. | No matter what they say. |
| Estarás aqui. | You’ll be here. |
| No meu coração, sempre. | In my heart, always. |
| . . . | . . . |
| Porque não conseguem compreender | Why can’t they understand |
| Como nos sentimos? | The way we feel? |
| Simplesmente não acreditam | They just don’t trust |
| Naquilo que não conseguem explicar. | What they can’t explain. |
| Sei que somos diferentes mas, bem no fundo | I know we’re different but, deep inside us |
| Não somos, de forma alguma, assim tão diferentes. | We’re not that different at all. |
| . . . | . . . |
| E estarás no meu coração. | And you’ll be in my heart. |
| Sim, estarás no meu coração. | Yes, you’ll be in my heart. |
| A partir deste dia, | From this day on, |
| Agora e para sempre. | Now and forever more. |
| . . . | . . . |
| Não os oiças. | Don’t listen to them. |
| Afinal, o que sabem os outros? | ‘Cause what do they know? |
| Precisamos um do outro. | We need each other. |
| Para nos termos, nos abraçarmos. | To have, to hold. |
| Eles verão com o tempo. | They’ll see in time. |
| Eu sei. | I know. |
| . . . | . . . |
| Quando o destino te chama | When destiny calls you |
| Tens de ser forte. | You must be strong. |
| Posso não estar contigo, | I may not be with you, |
| Mas tens de aguentar. | But you’ve got to hold on. |
| Eles verão com o tempo. | They’ll see in time. |
| Eu sei. | I know. |
| Mostrar-lhes-emos juntos. | We’ll show them together. |
| . . . | . . . |
| Porque estarás no meu coração. | ‘Cause you’ll be in my heart. |
| Acredita em mim, estarás no meu coração. | Believe me, you’ll be in my heart. |
| Estarei lá, a partir deste dia. | I'll be there, from this day on. |
| Agora e para sempre. | Now and forever more. |
| . . . | . . . |
| Oh, estarás no meu coração. | Oh, you’ll be in my heart. |
| (Estarás aqui no meu coração) | (You'll be here in my heart) |
| Digam o que disserem. | No matter what they say. |
| (Estarei contigo) | (I'll be with you) |
| Estarás aqui no meu coração. | You’ll be here In my heart, |
| (Estarei aí) | (I'll be there) |
| Sempre. | Always. |
| . . . | . . . |
| Sempre | Always |
| Estarei contigo. | I'll be with you. |
| Oh, Estarei aí para ti sempre. | Oh, I'll be there for you always. |
| Sempre e sempre. | Always and always. |
| . . . | . . . |
| Olha por trás de ti, | Just look over your shoulder, |
| Olha por trás de ti, | Just look over your shoulder, |
| Olha por trás de ti, | Just look over your shoulder, |
| Estarei lá, | I'll be there, |
| Sempre. | Always. |
Nota:
A imagem aqui usada foi elaborada pelo Shana, um verdadeiro mestre do desenho profissional.
Recomendo que vejam esta “obra de arte” dele: Eu desenho e tu pintas.
A tradução foi efectuada por mim, com a revisão técnica da MMGM, tradutora profissional.
Orgulho-me em ter-vos como amigos. A ambos o meu sincero: Obrigado!
sábado, março 18, 2006
Pare, Escute e Olhe.
P o r   f a v o r !(suave, arrastado e... sentido)
Por favor, repito.
Não julguem os homens todos pela mesma medida.
A culpa não está no sexo com que nascemos, mas antes:
Nos valores que prezamos (ou não),
Na educação que tivemos (ou não),
Na bondade que praticamos (ou não),
No esforço que fazemos (ou não),
No amor que damos (ou não),
Na forma como respeitamos a liberdade dos outros (ou não!).
Não permitam que se oprima quem ama de verdade.
Não permitam que se destrua o amor mais puro, pois não restará mais nada.
Segundo as palavras de um grande Homem, que foi meu professor universitário e tenho o privilégio de ter como amigo:
“Não é justo, e é abominável, negar a uma criança a possibilidade de crescer com o Pai”.
sexta-feira, março 17, 2006
Não Esqueci
Uma dezena de anos passouCentenas de alegrias tivemos
Milhares de momentos vivemos
Apesar do que juntos perdemos...
Muito guardo de ti.
Não... Não me esqueci.
Neste momento de reflexão,
O vazio preenche-me
As recordações despertam-me
As palavras saem-me
As memórias sufocam-me.
Que saudades de ti...
Não... Não me esqueci.
Querem limpar
As minhas origens do teu despertar.
Querem quebrar
O nosso elo de ligação.
Querem esmorecer
A ternura do teu coração.
Querem desvanecer
O meu amor do teu ser.
Não por ser melhor para ti
Mas por ser eficaz contra mim,
E o pior, infelizmente,
É que os ajudam tão facilmente!
Mas ainda não desisti.
Não... Não te esqueci.
Que saudades tenho
Da tua energia,
Inesgotável fonte
Da nossa alegria.
Tantas saudades sinto
Em deixar-me contagiar
Pela tua vontade
De não parar de brincar.
Que saudades sentem
As tuas bonecas
O teu quarto
A tua roupa,
Do teu toque
Do teu cheiro
Do teu sorriso soalheiro.
Tantos sentem por ti.
Não... Não te esqueci.
Tal como sempre dizias,
Se for como querias
Quando fores grande,
Trar-me-ás alegrias.
Como adulta senhora
Se te tornares pintora
Poderás um dia pintar
Com quem gostarias de estar.
Se fores professora
Ensinarás a evoluir
E não, como outros,
Simplesmente a destruir.
Se estudares medicina
Poderás trazer vida
Onde outros trariam,
Uma morte imerecida.
Como consegui até aqui?
Isso não sei...
Só sei que vivi
Uma vida sem ti!
A música que agora oiço,
Intensifica a recordação,
Faz aumentar a emoção,
Liberta as lágrimas contidas
Que, mal eu sabia,
Me fariam companhia
Nesta hora de agonia.
Seria possível
Esquecer-me de ti?
Claro que não!
Nunca esqueci!
Depois de tudo ter deixado
Por nós, sem hesitação,
Eis a minha recompensa
Com tamanha ingratidão;
A de não poder sequer:
Ver-te,
Sentir-te,
Ou ouvir-te.
Como viver assim, sem ti?
Ainda não... Não aprendi.
Por isso peço-te que:
Não te esqueças tu de mim.
Diz-lhes somente a verdade:
Não é justo viveres sem mim.
Eu sei bem que sim!
Nós sabemos que sim!
Toda a gente o sabe,
Mas ninguém quer saber...
No meio de tanta confusão,
Três coisas simples ainda sei:
Não deixarei de te amar,
Tenho ainda muito para dar
E nunca, nunca te esquecerei!
Escrito nos primeiros dias de Abril de 2005.
Agradecimento:A quem analisou este poema, tão importante para mim, e me ajudou a melhorar a sua mensagem.
A quem, com as suas opiniões e sugestões, me ajudou a seleccionar uma imagem.
A quem, com os seus conhecimentos técnicos e sugestões, me ajudou a produzir o efeito digital da imagem.
A todas as pessoas envolvidas:
Obrigado.
Não serão esquecidas!
quinta-feira, março 16, 2006
Desafio aos Pais

Título: Educação: um desafio aos pais
Autor: Rudolf Dreikurs
Editora: McGraw Hill
Nota: 9/10
Um grande livro!
Permitam-me começar por um pequeno trecho da conclusão deste livro, que julgo ser deveras esclarecedor:
“[...] têm na palma da vossa mão o destino da humanidade. Cada geração de pais constitui as bases do futuro”.
Seria bom que todos os pais e mães (especialmente os que se encontram separados) compreendessem e assumissem esta responsabilidade na íntegra.
Acerca deste livro posso fazer uma declaração muito breve mas que diz quase tudo: revolucionou a minha vida! Quer a nível paternal, quer mesmo pessoal e profissional.
O livro está dividido em três partes:
1. O Contexto Psicológico (Cap. 1, 2)
2. Os Métodos de Educação (Cap. 3, 4, 5)
3. A Criança Difícil (Cap. 6, 7)
Primeira parte
O primeiro terço do livro é aquela que será de mais difícil leitura, por ser mais conceptual e teórica.
Contudo para pessoas sem formação específica em psicologia e área comportamental, esta parte é de leitura obrigatória, pois é fundamental para se compreender na totalidade o que vem a seguir, que é o mais importante.
Segunda Parte
É aqui que começa o verdadeiro “sumo” deste livro.
O capítulo 4, “Os erros mais comuns na educação da criança”, identifica de forma clara muitos dos erros de educação, tais como o excesso de mimos, a falta de amor ou afecto, supervisão excessiva, negligência, entre outros. Este capítulo começa no segundo terço do livro, e é precisamente a partir daqui que a leitura se torna entusiasmante, sobretudo graças ao relato de casos reais de vida com os quais o próprio autor foi confrontado para resolver, normalmente com sucesso.
O capítulo 5, “Situações educativas específicas”, enfatiza aquilo que se deve fazer em situações específicas tais como a aprendizagem da fala, higiene e hábitos alimentares.
Terceira Parte
Os dois últimos capítulos deste livro, estão cheios de casos reais, que são, só por si, extremamente elucidativos. Tenho a certeza que muitos de vocês se irão rever pelo menos em um, senão em vários, destes casos.
O capítulo 6, “Compreender os filhos”, fala daquele que eu considero o aspecto mais importante que um progenitor ou educador deve conhecer acerca de uma criança: o mecanismo de procura de atenção.
Se compreenderem isto, já terão meio caminho andado para saberem entender verdadeiramente os vosso filhos. É fundamental sobretudo para aqueles casos mais extremos em que os pais “perdem a cabeça”, com tantos e tão graves problemas de comunicação com os filhos.
Está repleto de casos reais que muito ajudarão a compreender mesmo aquelas pessoas com pouca paciência para as partes mais teóricas.
O capítulo 7, “Orientação e readaptação” baseia-se exclusivamente na apresentação de casos de vida, tirando partido da enorme experiência do autor, para explicar comportamentos como o choro, o medo, a agressividade e atraso mental, entre outros, que muitas crianças apresentam de forma aparentemente injustificada.
Mais uma vez reveste-se de especial interesse para qualquer pessoa, pois o que o autor aqui ensina deve-se quase exclusivamente a algo que não se aprende num dia, nem em nenhuma universidade: experiência profissional e de vida.
Reinterpretar este livro
Este livro foi escrito na década de 1940, pelo que a realidade de então era bem diferente da actual. Devem portanto fazer-se alguns ajustes de interpretação. Se assim fizer, tudo continua a fazer sentido.
Por exemplo, em algumas situações onde se refere a mãe, deve-se entender o educador da criança: qualquer progenitor ou responsável pela educação da criança. Longe vão os tempos em que as mulheres ficavam em casa a cuidar das crianças enquanto os homens, (e apenas eles) estavam fora todo o dia a trabalhar.
Outro caso específico que merece uma reinterpretação, é o de quando se aconselha a ida da criança para o quarto, para se acalmar e ficar sozinha.
É muito importante não esquecer que, hoje em dia, qualquer criança pode ter muito mais no seu próprio quarto do que aquilo que teria na década de 1940 até numa sala de estar! Refiro-me a rádio, televisão, computador, telefone, etc. Por isso, essa poderá não ser hoje em dia uma boa estratégia, dependendo da casa de cada um e dos seus costumes. Mas outras alternativas serão fáceis de encontrar. O que interessa realmente extrair deste conselho é que é conveniente dar algum tempo e paz à criança para ela poder reflectir, em situações de comportamentos mais temperamentais ou irreflectidos por parte desta.
Esta necessidade de reinterpretação é o único ponto fraco do livro e o motivo pelo qual não obteve nota máxima.
Conclusão
Por tudo isto e muito mais, aconselho vivamente a leitura deste livro, quer a progenitores e encarregados de educação, quer a profissionais da área da educação. Ponham em prática as estratégias nele mencionadas. Resultam!
E dito isto termino, como comecei, pelas palavras do próprio autor:
“[...] está nas vossas mãos trazer a felicidade e o sucesso para os vossos filhos”.
Ligações Web
Editora: À data do lançamento deste artigo, o sítio Web da McGraw Hill apontava lamentavelmente para uma área do Espanhol... em construção.
Livrarias: Fnac.pt, Webboom.pt, MediaBooks.pt
terça-feira, março 14, 2006
Brincar Com as Crianças
Esta é uma actividade fundamental e por vários motivos, dos quais destaco os seguintes:
- Ajuda a criar uma certa cumplicidade com a criança, fundamental para o estabelecimento de laços de confiança que se querem fortes.
- Permite estabelecer uma ideia de igualdade entre ela e o progenitor, essencial para ela nos respeitar.
- Ajuda a compreender melhor a criança; a forma como pensa e resolve problemas práticos, assim como certas coisas que aprecia mas não mostra explicitamente.
- É uma excelente forma de lhe ensinar também boas práticas de conduta social, sem a criança se aperceber conscientemente, e portanto, de uma forma agradável. Brincar com bonecas ajuda bastante. ;-)
- Brincar permite também “soltar” a criança levando-a a dizer ou fazer aquilo que realmente lhe vai no íntimo.
Exemplo: ao brincarem aos carrinhos, com uma estrada e um boneco a simular uma pessoa, conduzam o carro, enquanto ela conduz a pessoa, e aproximem o carro dela. A reacção dela (parar ou ignorar o carro) é um indicador de como ela se comportará numa situação real. Eis uma oportunidade para educarem e protegerem a criança de uma forma agradável e que ela compreende e assimila facilmente, pois os brinquedos são o mundo dela, e se ela errar também não faz mal, pois afinal, isto é tudo a brincar! :-)
Sónia Cardeira, minha amiga que exerce psicologia e docência universitária, acrescenta ainda que, brincar estimula:
- As competências sociais e relacionais, tais como o sentido da partilha e o respeito pelo próximo;
- As competências técnicas, como, por exemplo, tratar dos brinquedos e executar determinadas tarefas;
- Competências pessoais, designadamente o sentido da responsabilidade e de organização;
- E muito importante, estimula também a criatividade e a flexibilidade, elementos fundamentais para sermos bem sucedidos.
Não se esqueça que, ao brincar com a criança, o seu principal objectivo deve ser dar-lhe prazer a ela, e não tirar prazer você mesmo com a brincadeira. O seu prazer deve ser extraído da felicidade que dá à criança com a sua colaboração. É claro que também poderá extrair prazer da brincadeira, mas apenas como um acréscimo, não como uma obrigatoriedade ou objectivo.
Quantas vezes fico triste quando oiço pais dizerem que não estão para brincar com os filhos, porque afinal, “Qual é a piada de brincar com bonecas?” ou então confessam que “Se eu nem em criança brincava com bonecas, muito menos agora!”. Isto só demonstra que infelizmente não perceberam qual o verdadeiro objectivo de brincar com a criança. Estão a pensar de uma forma egoísta, apenas em si próprios e não como pais.
Por pouco que seja, é mais importante uma ou duas horas de brincadeira por semana do que qualquer brinquedo que lhe possam oferecer.
Para os homens que sentem vergonha em brincar com bonecas, fica o aviso e convite: sou homem e continuo a sê-lo apesar de ter brincado com bonecas muitas vezes com a minha filha. Apliquei com sucesso várias das estratégias que enunciei em cima e sentia-me particularmente gratificado com o orgulho com que ela me “exibia” perante as suas amigas e me pedia para brincar com elas também. Nesses momentos eu era apenas mais um parceiro de brincadeira e por isso os nossos laços eram muito fortes. Como tenho saudades desse tempo... O tempo em que eu era o Ken...
Por isso, se podem, façam-no! Há quem queira e não possa. Faz bem à criança e com isso ganham ainda um bom pretexto para fazer algumas asneiras e mostrar-lhe que também erram e portanto estão no mesmo patamar que ela. Afinal, é tudo a brincar, certo? ;-)
Artigo relacionado: Livro - “Brincadeiras para Crianças”
Fotografia:
(c) 2006 Landa. Usada sob permissão. Consulte a composição original na sua galeria.
sábado, março 11, 2006
Prova de Amor
Recebi mais uma provaDo teu amor.
Recebi-a,
Sem esplendor.
Não dos teus lábios,
Nem pela tua mão,
Mas directamente
Do teu coração.
Seguro-a à minha frente,
Na minha mão impotente.
Um papel sem beleza
Não escrito por ti, concerteza,
Antes pelas justiceiras injustas,
Que tudo dizem conhecer,
Mas que só dizem
O que não sabem...
Nem desejam saber.
Aquilo que é verdade
E de facto comprovado,
É consciente
E absurdamente ignorado.
Aquilo que é pura ficção,
E destrutiva obsessão,
Isso sim,
É cegamente considerado!
Esta flor faz-me lembrar
E desta forma registar,
O teu amor por mim,
E o meu amor por ti.
Esse sim,
É real!
E gostem ou não,
Permanece igual.
terça-feira, março 07, 2006
Apresentação do Blogue
Aqui fica uma breve apresentação do Blogue "O Meu Farol", assim como uma explicação das suas secções e qual o seu propósito.As ligações (links) que estão nestas secções, estarão colocadas por ordem decrescente de importância e sequência lógica, e não simplesmente pela ordem cronológica em que os artigos respectivos foram aqui postos. Para tal poderá procurar na secção de Arquivo.
Destaques
Aqui ficam ligações para os artigos de “O Meu Farol” considerados de essenciais. Recomenda-se que comecem a leitura deste blogue por aqui. :-)
Testemunhos
Artigos que servem de testemunhos a toda esta temática, preferencialmente de outras pessoas que não eu.
Reflexões
Aqui serão colocados artigos de opinião e reflexão sobre problemas associados à temática do blogue: paternidade direitos dos pais.
Serão colocados casos de vida, alertas para situações de injustiça e propostas de resolução para os problemas abordados.
Sentimentos
Local onde serão colocadas mensagens e poemas demonstrativos de sentimentos destinados a crianças a quem não permitem ter um Pai.
Para que um dia possam ser lidos...
Educação
Tal como o nome anuncia, servirá para colocar artigos relativos à educação, especialmente a filhos, embora não exclusivamente.
Livros
Secção dedicada à revisão de livros, essencialmente da área da pedagogia, embora tencione também colocar indicação de outro tipo de livros, ditos de “lazer” ou “não técnicos”. :-)
Será usada uma escala de 1 a 10 para os classificar. As revisões serão o mais justo e isento que for possível. Não será abordados apenas livros de que se goste, mas também aqueles cujas aquisição não é recomendada, pois tudo é útil de saber.
Agenda de livros cujos artigos de análise irei publicar:
- Educação: um desafio aos pais (Editora: McGraw Hill)
- Brincadeiras para Crianças de 1 a 3 anos (Editora: Pergaminho)
- Ser Pai, Hoje (Editora: Editorial Presença)
- Hiperactividade (Editora: McGraw Hill)
- Disciplina sem Gritar nem Bater (Editora: Replicação)
Secção onde são colocadas ligações Web para artigos da comunicação social.
Sítios Web
Ligações para sítios Web e blogues de interesse, relacionados com a temática de “O Meu Farol”.
Arquivo
Aqui poderá encontrar todos os artigos publicados neste blogue, dispostos por ordem cronológica.
Nota Sobre a Identidade do Autor
Tomei a decisão de manter o anonimato, por motivos que quem me conhece pessoalmente sabe bem quais são, tendo-me até motivado a fazê-lo. Mas eu existo, não sou virtual, e aquilo que aqui refiro não é produto de ficção, mas sim de realidade: mesmo aquela mais desagradável, embora não seja meu propósito falar apenas de coisas desagradáveis.
Como tal, e por uma questão de coerência e manutenção do meu anonimato, não pedirei que os participantes deste blogue se identifiquem, podendo usar “alcunhas” ou as suas iniciais do nome, método que utilizarei para agradecer a colaboração de muitas pessoas amigas. Por isso não fiquem admirados pelo facto. Foi uma decisão minha, pela qual assumo responsabilidade, mas que foi devidamente reflectida.
A foto foi retirada da Web em:
http://lighthousegetaway.com/lights/maine3.html, na ligação sobre “lighthouse beacon”.