sábado, março 11, 2006
Prova de Amor
Recebi mais uma provaDo teu amor.
Recebi-a,
Sem esplendor.
Não dos teus lábios,
Nem pela tua mão,
Mas directamente
Do teu coração.
Seguro-a à minha frente,
Na minha mão impotente.
Um papel sem beleza
Não escrito por ti, concerteza,
Antes pelas justiceiras injustas,
Que tudo dizem conhecer,
Mas que só dizem
O que não sabem...
Nem desejam saber.
Aquilo que é verdade
E de facto comprovado,
É consciente
E absurdamente ignorado.
Aquilo que é pura ficção,
E destrutiva obsessão,
Isso sim,
É cegamente considerado!
Esta flor faz-me lembrar
E desta forma registar,
O teu amor por mim,
E o meu amor por ti.
Esse sim,
É real!
E gostem ou não,
Permanece igual.